CONVOCAÇÃO
Os momentos de crise devem ser de mobilização. Por isso, convocamos todos:
os que estão no Partido e reconhecem a necessidade de um outro impulso.
os que já estiveram mobilizados no seio do Partido, mas que se distanciaram por circunstâncias várias.
os que ainda não estão, mas que se identificam ideologicamente com o Partido.
Aos primeiros queremos reconquistar a esperança. Aos últimos, pedimos que assumam a sua responsabilidade. A construção de uma verdadeira alternativa depende da mobilização de quem espera por mais.
Este é o tempo da grande convocação.
ACÇÃO
Mais do que convocar para uma reflexão, vamos mobilizar para um projecto de acção, coerente nos princípios e no pensamento, determinado na estratégia. Sem uma acção adequadamente orientada e concertada não será possível a construção de uma verdadeira alternativa. Essa acção é dirigida para a apresentação de políticas concretas e para a disputa de eleições. Queremos ganhar expressão e ter uma palavra a dizer na escolha dos representantes que interpretem esta necessidade de mudança e em quem nos possamos rever. Para tal, estabeleceremos em cada momento objectivos concretos para avaliar até onde deveremos ir. Não abdicaremos de dar passos seguros para a concretização de uma verdadeira alternativa. Este é o tempo da acção.
URGÊNCIA
Da sociedade civil emergem sinais de saturação. Numa altura em que se colocam grandes desafios ao nosso mundo (que não são exclusivos de Portugal, mas que por cá se reflectem e muitas vezes se adensam), as instituições políticas revelam um enorme descrédito e incapacidade para a mobilização das pessoas. Neste cenário, o envolvimento de todos na construção de uma alternativa é urgente. A mudança tem de se operar e tem de se operar já. Este é um tempo de urgência.
PARTIDO
O sistema partidário está desacreditado. O AR surge, no entanto, de quem não confunde a descrença no sistema com a falência do mesmo. Os partidos são indispensáveis ao sistema democrático e a manutenção deste precisa de partidos fortes, responsáveis e credíveis, permanentemente capazes de se renovarem.
O sentimento crítico que grassa pode ser justamente compreensível. Mas não pode ser, enquanto atitude, uma postura bastante.
As crises exigem respostas. Exigem atitude. O desígnio a que o AR se propõe passa pela reconstrução do papel instrumental que os Partidos devem ter ao serviço das pessoas e dos valores que importam na construção de um Futuro que queremos mais qualificado e próspero.
Neste sentido, o AR assume sem rodeios e como desafio principal o seu compromisso com o CDS e o compromisso deste com Portugal.
RECICLAGEM
Grande parte das pessoas não se reconhece nos Partidos tal como hoje existem, nem se revêem na sua prática. Mas a solução não é - não pode ser - dispensar os partidos. Pelo contrário, devemos encarar a renovação do que já existe como o grande apelo do nosso tempo. Trata-se de um verdadeiro imperativo de cidadania. Os partidos, enquanto obra humana, têm uma história feita de momentos bons e de momentos maus. Assumir o desafio de uma verdadeira reciclagem, valorizando o que é construtivo e renovável e prescindindo do que não constrói nem responde. Esses são os nossos objectivos, porque é esse o apelo que nos chega da realidade actual.
PROPOSTAS CONCRETAS
A intervenção política, sem dispensar a clareza doutrinal, é a capacidade de verter o pensamento em acção; é mobilizar vontades e energias para resolver problemas concretos. Por isso, o AR vai-se afirmar pela capacidade de apresentar propostas políticas concretas. Fá-lo-á, numa primeira, fase, para o Distrito de Lisboa. Para tal, serão constituídos grupos de trabalho em diferentes áreas de intervenção, apostados em contribuir para pensar a cidade e o Distrito. Este é um tempo de mobilização para resolver problemas concretos.
PENSAMENTO PERSONALISTA
O Pensamento Personalista nasceu num tempo de grande crise na Europa, que marcou o fim da prosperidade antes da Segunda Guerra Mundial. Então como agora, a crise não era somente um desajuste técnico, mas algo muito mais profundo: uma crise de estruturas, e, sobretudo, de valores.
A solução não pode ser somente a reforma das estruturas, ignorando a crise de valores, nem uma reforma dos valores, ignorando a crise das estruturas.
O Personalismo é, pois, um esforço para dar uma resposta concreta à crise existente, partindo da pessoa humana e tendo como meta a sua realização integral.
ALTERNATIVA
O AR nasce da necessidade de uma alternativa no seio partidário. Uma alternativa em que nos reconheçamos, através dos valores que afirma, pelas metas que estabelece e pelos protagonistas que a representam. Queremos ser representados. Mas a alternativa constrói-se, não se determina; afirma-se, não se impõe. Por isso, dizemos que a verdadeira alternativa, para ser autêntica e sólida e não apenas cosmética, deve partir da base para o topo, do local para o nacional, do próximo para o distante. E uma verdadeira alternativa está em construção.
RESPONSABILIDADE
A construção de uma alternativa depende da responsabilidade de quem não está satisfeito e exige mais e melhor dos partidos. Não podemos afirmar a insatisfação sem simultaneamente assumirmos a responsabilidade para contrariar o fatalismo e pessimismo em que o País está mergulhado. Todos estamos convocados e ninguém pode estar de fora deste acto de liberdade. Este é o tempo de cada um assumir a sua responsabilidade. E para uma alternativa ter força, precisa o apoio de todos. Por isso, pedimos o apoio de todos.